Sacundim sacundem e borá congá

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Nove e quinze

Pela terceira manhã consecutiva o dia amanhecia com o tempo feio. Nublado. Céu carregado e abafado, sinal que poderia chover a qualquer momento.

Choveu a noite toda. O barulho dos pingos na rua eram bem nítidos, pois a janela ficava entre-aberta na intenção de deixar o quarto mais fresco, o que permitia acompanhar de certa forma o que passava-se do lado de fora. Era de costume acompanhar a programação da TV pelas transmissões dos apartamentos vizinhos. Fulano está assistindo a Globo, sicrano está vendo o jogo de futebol no payperview, já que esse jogo não é transmitido pelos canais abertos. A entrevista do Jô era interessante? Tanto faz, a preguiça de levantar-se e ir para a sala era imensa. O som da chuva era mais confortante.

5 minutinhos a mais no horário de verão substitui quase a hora toda que é "acrescentada" no dia. Acordou atrasado, veio a culpa, bateu a dúvida: Tempo chuvoso = camisa de tom escuro, todo mundo que mora entre os trópicos aproveita a falta do calor para tirá-las do guarda-roupas. O tempo fechou a cidade se veste de preto. Batata! A dúvida era em relação ao tênis, mais que uma questão de vaidade, mas com o tempo prestes a chover, o tênis branco teria que ser de couro, porque o de lona irá entrar água, sujar, e se algum dono de agência caísse do céu lhe oferecendo um emprego, estaria bem vestido. Funcionalidade!

Pobre que se dá ao luxo de 5 minutinhos a mais de sono, sai de casa e chega no ponto com a consciência de que o ônibus que sempre atrasa já havia passado, perdendo assim o horário, as companhias agradáveis que sempre pegam esse ônibus e são suas distrações até o seu destino.

9:15hr. Bom dia tímido, como o planejado no trajeto.

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